ESG

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance, e significa um conjunto de critérios para avaliação da performance ambiental, social e de governança corporativa de uma empresa. No Brasil a sigla foi traduzida para ASG, mas tem predominado o uso da sigla em inglês.

Quando um investidor decide integrar os fatores ESG à sua análise de investimento, quer dizer que, além do potencial de retorno e de risco financeiro, levará em conta também, em alguma medida, como a empresa se posiciona nas três frentes.

Os fatores ESG:  

Meio ambiente: De forma geral, é avaliado se a empresa usa energia renovável e limpa e quais as ações para redução de emissão de gás carbono. Também há monitoramento de práticas de conservação da natureza e contribuições da companhia para mitigar a mudança climática, o desmatamento e a poluição. Para cada setor de atuação, os fatores analisados também mudam. Por exemplo, os aspectos ambientais de uma mineradora, com o alto volume de produção de resíduos e uso de água, são completamente diferentes daqueles de um banco.

Social: é a avaliação da forma como a empresa se relaciona com pessoas e comunidades, tanto internas quanto externas. Sobre as políticas internas, alguns fatores observados são práticas de inclusão e respeito à diversidade de cor, gênero e orientação sexual. A valorização da segurança e condições de trabalho e direitos humanos dos colaboradores, fornecedores e clientes também é observada. Outro aspecto relevante é o impacto gerado para a comunidade na qual está inserida, como, por exemplo, os moradores do entorno de uma fábrica.

Governança: é o conjunto de regras e princípios estabelecidos para definir responsabilidades e alinhar expectativas entre as várias partes interessadas de uma empresa, os chamados stakeholders (acionistas, clientes, funcionários, executivos, fornecedores, poder público). São considerados aspectos como a existência e a eficácia dos processos de auditoria fiscal e ouvidoria e composição do conselho de administração.

Muitas empresas já reportam esses dados: em 2018, 85% das companhias listadas no índice S&P 500, da bolsa de Nova York, produziram alguma forma de relato ESG, segundo o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável).

No Brasil, os critérios de ESG foram puxados pela frente da governança, primeiro com a criação do Novo Mercado B3, e mais recentemente no embalo da reação do mercado aos escândalos de corrupção em grandes empresas no país. Mais recentemente, o “E” e o “S” entraram na pauta com mais força.

Investimentos ESG também são chamados de “investimentos responsáveis” ou “sustentáveis”.

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