Safra amplia prateleira ESG com fundo de carbono e de ações global 

 

O Banco Safra acaba de ampliar a oferta de produtos de investimento com pegada sustentável com dois fundos: uma estratégia voltada para o mercado de carbono europeu e outra de ações global, que tem 60% da alocação no Brasil e 40% no exterior. 

O Safra Direct Carbono dá acesso ao mercado futuro de créditos de carbono da Europa, o maior e mais consolidado sistema de comércio de emissões de gases de efeito-estufa do mundo. 

Em vigor desde 2005, o Emission Trading System (ETS) europeu movimenta o equivalente a 75% do mercado global de emissões de carbono em volume de negócios e cerca de 85% em valor de mercado. 

(Quer entender melhor como funcionam os mercados de carbono? Clique aqui.)

Com a União Europeia apertando as regras para conceder as permissões de emissão, o preço do carbono vem disparando recentemente. Nos últimos 12 meses, o valor das permissões mais que dobrou.  

Mas, apesar da expectativa de continuidade da alta, investir no mercado de carbono é um aposta de risco — e, como em todo mercado regulado, mudanças na política de permissões ou na trajetória de descarbonização dos países do bloco podem trazer oscilações abruptas.

O Safra Direct Carbono está disponível para todo tipo de investidor, com tíquete de entrada de R$ 1 mil. Há a versão com exposição cambial (ao dólar, e não ao euro), e a versão sem exposição cambial. 

O Safra é a segunda instituição brasileira a dar acesso ao mercado futuro de carbono europeu. A Vitreo lançou um veículo semelhante no fim de abril. 

A taxa de administração no Safra é de 1%, enquanto na Vitreo é de 0,9%. Mas o Safra não tem taxa de performance — ao contrário da Vitreo, que cobra 10% sobre o que exceder a variação do euro mais 5%. 

Safra ASG Global

O banco incluiu no portfólio de produtos também o Safra ASG Global, que mistura dois fundos já disponíveis que investem em ações locais e internacionais de empresas com boa performance ambiental, social e de governança. 

Cerca de 60% da carteira é composta pelo Fundo Safra Impacto ASG, que compra papéis brasileiros. Os outros 40% ficam no JSS Sustainable Equity Global, gerido pelo J. Safra Sarasin, banco suíço que pertence ao grupo e que tem longo histórico de investimento sustentável.

Para análise dos fatores socioambientais, ambos os fundos partem da metodologia desenvolvida pelo Sarasin.

Em linhas gerais, ela usa uma matriz de sustentabilidade que atribui notas de ESG a setores e empresas: em setores com ratings mais baixos, as empresas têm que ter uma pontuação alta para serem incluídas no universo de investimento. 

O Safra ASG Global tem aplicação mínima de R$ 1 mil, com taxa de administração de 2% mais taxa de performance de 20% sobre o rendimento que exceder o CDI. Há exposição cambial.

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