Radar Reset: O efeito cascata do compromisso climático da China e outras leituras

Na Australia, um Davi X Golias nas finanças verdes; O plebiscito dos gig workers; Taxonomia verde pode ganhar mais cores na Europa; e outras leituras

 

Efeito-ripple chinês

A transformação na economia chinesa para atender ao compromisso de se tornar neutra em carbono até 2060 deve ter repercussões por todo o globo. Um vídeo de seis minutos do Wall Street Journal resume os principais desafios do país que mais emite gases de efeito estufa no mundo em neutralizar todas as suas emissões.

E mostra também as oportunidades: a escala dos investimentos necessários para fazer a guinada verde pode acelerar a curva de redução do custo de tecnologia limpa em todo o planeta. O Financial Times também traz um especial em texto sobre a transição climática chinesa. 

Davi 1 X 0 Golias

Um fundo de pensão de US$ 41 bilhões na Austrália fechou um acordo no qual se comprometeu a tornar seu portfólio neutro em emissões de carbono até 2050, entre diversos outros compromissos climáticos.

O motivo? Um processo movido por um ‘peixe pequeno’, um dos seus beneficiários: Mark McVeigh, um cientista ambiental de 25 anos, conta a Bloomberg. Ele entrou com a ação no fim de 2018, alegando que o Retail Employees Superannuation Trust (REST) não estava fazendo o suficiente para proteger seus recursos de aposentadoria dos efeitos do aquecimento global. 

O plebiscito da gig economy

Apps como Uber e Lyft não vão precisar transformar seus motoristas em funcionários na Califórnia. A Bloomberg destrincha o que isso pode significar para as relações trabalhistas na chamada ‘gig economy’. Junto à eleição presidencial, os californianos votaram em plebiscito a Proposição 22, que cria uma brecha na lei estadual.

Os motoristas terão alguns benefícios novos, como salário mínimo por hora, mas não todas as proteções que vêm com o emprego formal no Estado. A campanha pró-aprovação foi a mais cara da história para um plebiscito na Califórnia: US$ 200 milhões.

Taxonomia multicolorida? 

Fatores sociais podem ser incorporados aos requerimentos de reporte ambiental na Europa, afirmou Marcel Haag, um dos oficiais da Comissão Europeia, em seminário promovido pelo FT. Num momento em que ainda se discute como fazer uma taxonomia verde na União Europeia, adicionar mais cores à padronização — especialmente no social, onde há muitos tons de cinza —  pode ser esticar a corda.

Mas o comentário indica uma tendência, avalia a editora do Moral Money, Gillian Tett: a preocupação com uma ‘transição justa’ na Europa, de onde vêm emanando as principais tendências para economia verde, deve se intensificar nos próximos meses. 

Outras leituras

  • Regulador antitruste do Reino Unido vai investigar greenwashing em bens de consumo (Bloomberg)
  • JBS vai processar os irmãos Batista (Valor)
  • A terceira onda da pecuária de corte no Brasil (Valor)
  • Criação do alumínio verde na LME sofre resistências (Valor)
  • O capitalismo japonês tem lições para o mundo sobre ESG (FT)
  • Investimento ético é sobre moral, não sobre mercados (FT)