Radar Reset: Mais diversidade, menos emissões e outras leituras recomendadas

Dinamarca suspende novos projetos de exploração de petróleo; Os desafios do mercado de trabalho pós-covid; O caminho para o 'net-zero' da Nestlé — e o que isso significa para o agronegócio; Luz verde para carne criada em laboratório; e mais

 

Mais diversidade, menos emissões

Empresas com mais diversidade de gênero em seus conselhos têm uma governança climática e transparência ambiental melhores e emitem menos que aquelas sem nenhuma mulher no board, aponta um estudo elaborado pela Bloomberg. Numa amostra de 11.700 empresas globais, o crescimento das emissões de gases de efeito-estufa de empresas com um terço de conselheiras mulheres foi de 0,6%, contra 3,5% daqueles sem presença feminina entre 2016 e 2018. 

Dinamarca sem petróleo

Numa das medidas mais drásticas já anunciadas por um país produtor, a Dinamarca decidiu encerrar todos os novos projetos de exploração de petróleo e gás no Mar do Norte, como parte de um plano para deixar de extrair combustíveis fósseis até 2050. O parlamento do país concordou em descartar novas rodadas de licenciamento de exploração planejadas na região e disse que a extração deve ser totalmente encerrada até a metade do século

O mercado de trabalho pós-covid

A vacinas podem até trazer alguma esperança de recuperação para as economias, mas não as tornarão imunes à mudança estrutural na dinâmica do mercado de trabalho, especialmente no setor de serviços. Como ‘repaginar’ os trabalhadores menos qualificados para a economia pós-covid? Em uma reportagem especial, o NYT busca respostas para essa pergunta — que também deveríamos estar nos fazendo aqui no Brasil. 

O caminho para o ‘net-zero’ da Nestlé

No ano passado, a Nestlé se comprometeu a se tornar carbono neutra até 2050. Agora, divulgou um plano detalhado de como pretende chegar lá. O caminho é complexo e passa por um desafio que tem intersecções com o Brasil: aproximadamente dois terços das emissões da gigante suíça de alimentos vêm da agricultura, a partir dos insumos usados na sua cadeia de produção. E reduzir essas emissões significa trabalhar com cerca de 500 mil fazendeiros e 150 mil fornecedores. O CEO Mark Schneider deu detalhes ao DealBook, do New York Times, e ao Financial Times

Carne de laboratório

Nem bem a explosão de ‘carnes’ vegetais que imitam o sabor original da proteína animal se consolidou, uma nova tendência muito mais sci-fi já começa a chegar ao mercado. Cingapura se tornou o primeiro país a autorizar a comercialização de carne criada em laboratório, a partir de células animais. Trata-se de uma carne de frango desenvolvida pela startup Eat Just, que será vendida, por ora, em um único restaurante.

Tá com fôlego? Mais leituras

  • Arma antidesmatamento, concessão florestal patina (Valor)
  • Gigantes da pecuária do Brasil compram gado direto de fazendas ilegais, diz ONG (Folha)
  • Aroeira, de MG, emite primeiro CRA ‘verde’ do setor canavieiro (Valor)
  • Más e boas notícias para os investidores de ações no Brasil (Valor Investe)
  • As novas gigantes de energia são empresas de energias renováveis (Bloomberg)
  • Ouro verde: como a sustentabilidade se tornou um grande negócio para as marcas de consumo (FT)
  • Primeira ministra da Nova Zelândia declara emergência climática (Uol)