Radar Reset: 50 anos do manifesto de Friedman e outras leituras

 

Ganância é bom, #sqn

Esta semana o manifesto icônico de Milton Friedman a favor da supremacia dos negócios fez 50 anos. O New York Times, que publicou o artigo original do economista cinco décadas atrás, fez um especial com a nata do mundo dos negócios e economistas para tentar responder o que Friedman acertou e o que errou, num momento em que a lógica de que o único propósito das empresas é ter lucro nunca esteve tanto em xeque.

O CEO fez uma transição de gênero. E agora?

O CEO de uma seguradora nos Estados Unidos fez uma transição de gênero. Uma reportagem do WSJ relata as primeiras reações da equipe, o avanço da receita e as adaptações em reuniões com clientes, num dos segmentos mais conservadores da já conservadora indústria financeira.

Mandando a real

A demanda global por petróleo pode já ter atingido o seu pico e nunca mais recuperar os patamares anteriores à pandemia de covid-19. O cenário, que pode inaugurar um novo momento na história moderna, é traçado pela petroleira britânica BP, uma das maiores do mundo.

Verdades da pandemia

O drama da pandemia mobilizou doações corporativas e individuais no Brasil. Mas um levantamento do Instituto Locomotiva mostra que, proporcionalmente, as pessoas da periferia doaram mais que as das classes A e B. Quanto ao auxílio emergencial, os mais ricos receberam os recursos no lugar das classes D e E. Em entrevista ao Estadão, Renato Meirelles, à frente do Instituto, analisa que o individualismo de parte da elite continua solto.

Fazer bilhões e morrer quebrado

Charles ‘Chuck’ Feney, fundador da rede de freeshops Duty Free, fez bilhões vendendo artigos de luxo e depois lançou a casa de private equity General Atlantic. O ‘James Bond da Filantropia’, segundo a Forbes, inspirou outros bilionários como Bill Gates e Warren Buffet a doar suas fortunas em vida. Agora, ele finalmente cumpriu seu objetivo: doou todos os seus R$ 8 bilhões e morrerá quebrado.

Bond sustentável no México

O México emitiu 750 milhões de euros em um bônus soberano de sete anos considerado o primeiro alinhado aos ODS da ONU a ser lançado por um país. “Nosso país inicia seu programa de financiamento sustentável como um pioneiro”, twittou o vice-ministro das Finanças, Gabriel Yorio. O prospecto preliminar da oferta advertiu que não havia garantias de que o México faria desembolsos para projetos que atendessem aos ODS. A emissão contou com parecer de segunda opinião da Vigeo Eiris.

Outras leituras

  • Plano de reconstrução ‘verde’ deve ser visto com cautela (Valor)
  • Para Bill Gates, mudanças climáticas são mais graves que pandemia (Bloomberg)
  • Brasil não dá sinais do que pretende com o Acordo de Paris (Valor)
  • China considera metas mais fortes de energia limpa para os próximos cinco anos (Bloomberg)
  • ONGS e agronegócio fazem aliança inédita para enviar a Bolsonaro medidas contra o desmatamento (Estadão)
  • ONU vê encruzilhada entre conter fim de espécies e reversão da curva de danos à biodiversidade (Valor)
  • Braskem: perda com problema em Alagoas equivale a 50% do valor na B3 (Exame IN)
  • CBA e Santander fazem primeira nota de exportação verde (Valor)