Embraer já tem mais de 600 encomendas do eVTOL e desponta na corrida dos ‘carros voadores’

Brasileira é a segunda com maior número de pedidos de aeronaves, atrás apenas da britânica Vertical Aerospace, com 1.350 unidades encomendadas

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A Embraer vem despontando como uma das protagonistas na corrida entre as empresas que desenvolvem seus modelos de eVTOLs, misto de carro voador e helicóptero elétrico que promete moldar o futuro do transporte de táxi aéreo de baixa emissão de carbono. 

Um levantamento feito pelo Reset mostra que sua subsidiária Eve Air Mobility figura na vice-liderança desse mercado, com até 635 unidades encomendadas da aeronave que é movida por eletricidade, e tem decolagem e pouso vertical.

O último contrato foi anunciado na última quinta-feira, com a empresa britânica Bristow, para o fornecimento de até 100 unidades de seu eVTOL (sigla para Electric Vertical Takeoff and Landing). 

O número não está cravado e representa a totalidade que cada cliente da Embraer pode solicitar à companhia. Entre as empresas que devem receber as aeronaves a partir de 2026, além da Bristow, estão a americana Blade, a britânica Halo, a francesa Helipass e as brasileiras Helisul e Flapper.

Entre as concorrentes da Embraer, apenas a Vertical Aerospace tem um número maior de encomendas solicitadas. A startup fundada em 2016 no Reino Unido já recebeu pedidos de 1.350 unidades de sua aeronave elétrica.

Dessas, 250 unidades foram solicitadas recentemente pela companhia aérea brasileira Gol e devem ser entregues em 2025. O valor do contrato não foi divulgado.

Em um acordo anterior firmado pela Vertical com a American Airlines, que também garantia o fornecimento inicial de 250 unidades do eVTOL, a companhia americana se comprometeu com o pagamento de US$ 1 bilhão. 

Além da Vertical, é possível citar como concorrentes da Embraer a americana Archer, com 200 unidades encomendadas pela United Airlines; a alemã Volocopter (que firmou um acordo para fornecer 150 unidades para chinesa Geely, uma operadora de um serviço por aplicativo); e a também alemã Lilium, que está em processo de fabricação de 220 aeronaves.

No caso da Lilium todas as unidades foram encomendadas por outra empresa de aviação brasileira, a Azul. Em agosto, as duas empresas firmaram um contrato para a entrega de até 220 unidades do eVTOL alemão até 2025. A Azul se comprometeu a pagar US$ 1 bilhão na operação.

Com autonomia de voo de cerca de 100 quilômetros, o eVTOL da Embraer conta com 10 rotores e pode transportar até 5 passageiros, contando com o piloto.

Outros modelos podem transportar mais passageiros e por uma distância maior. No caso da Lilium, por exemplo, são 7 passageiros e 250 quilômetros de autonomia.

Há ainda outras empresas nesta corrida, mas em outra pista.

Muitas das startups envolvidas com projetos de eVTOLs enxergam um modelo vertical, em que elas não só produzirão as aeronaves como também vão operar os serviços. 

A principal delas é a californiana Joby Aviation, avaliada em mais de US$ 6 bilhões. Outra é a alemã Volocopter.

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