BC inglês alerta empresas e bancos para alta do preço do carbono

Sarah Breeden, que lidera os trabalhos sobre mudança climática no regulador, disse que o direito de poluir se tornará cada vez mais caro

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O Banco da Inglaterra alertou bancos e empresas para que se preparem para pagar, em breve, muito mais caro pelo direito de poluir o meio-ambiente. Para o BC inglês, já passou da hora de os negócios começarem a medir os riscos climáticos a que estão expostos.

O alerta foi feito em evento do próprio regulador, hoje, por Sarah Breeden, a diretora que lidera os trabalhos do Banco da Inglaterra a respeito de riscos climáticos.

Para ela, preço dos créditos de carbono podem ultrapassar os US$ 100 por tonelada se a transição para uma economia de baixo carbono for abrupta ou conturbada. Atualmente, o preço da tonelada de carbono no mercado regulado da União Europeia gira em torno de US$ 40, tendo subido em dezembro.

De qualquer forma, ela prevê que o custo para se poluir subirá significativamente conforme empresas e países se adequem às metas do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a menos de 2 graus Celsius, tendência que claramente se acelerou em 2020.

E aconselha empresas e bancos a usarem estimativas de preços futuros em suas estimativas e não os preços atuais para terem uma noção mais precisa dos riscos que estão correndo.

O BC inglês tem sido um dos reguladores bancários a liderar a agenda climática, num movimento iniciado por seu ex-presidente Mark Carney ainda antes do Acordo de Paris.

Em novembro, o governo do Reino Unido anunciou que tornará obrigatório o reporte climático para empresas e bancos até 2025, saindo na frente como o primeiro país a adotar essa medida, que terá impacto para o Brasil. A medida ainda está sendo detalhada.

(Crédito da foto: Aditya Joshi/Unsplash)

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